quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Gostar de viver!

Terminei de ler um livro de autoria de Martha Medeiros, que além de uma grande escritora, deixa transparecer em seus escritos que se trata de uma alma sensível, conectada num mundo real, mas sem perder a noção da importância de sermos diferentes, respeitados e valorizados por aquilo que sentimos. Em vários livros dela que já li percebo que sempre acrescento um pouco mais de conhecimento sobre vários assuntos. Ela é direta, escreve sobre coisas comuns, de forma clara, sobre fatos, muitas vezes, incomuns mas possíveis de acontecerem a qualquer pessoa. O livro chama-se "Doidas e Santas" e suas crônicas mexem com a emoção de estarmos aqui, vivos, olhando o mundo, as pessoas e tirando de tudo isso um grande aprendizado. Bem humorada em suas considerações, ela deixa aflorar o quanto é importante obervarmos o mundo de várias maneiras. Ela, claro, nem sabe que tem uma admiradora de suas obras aqui escrevendo num blog que, acredito, só eu leia. Mas isso não importa. Importante mesmo é falar, ou melhor, escrever o que sinto com as coisas que a vida me "apronta" de vez em quando. E peloamordeDeus ( como ela mesma diz), ultimamente não tem dado tempo de tomar um fôlego. Não é uma reclamação, apenas uma constatação do grande desvario que tem se mostrado minha vida nesses ultimos dias. Filho operado, dias corridos demais, carro furtado, saudade de quem está longe e que por conta de tanto ir e vir, não tem sobrado tempo para romantismo.Justo comigo, que sou uma romântica incorrigível! Estou tentando retirar alguns anéis de Saturno que insistiram em ficar no meu entorno como seu eu fosse realmente de um outro planeta. A Martha saberia descrever melhor tudo isso, com certeza. Mas eu sou a Maria Cristina e esse é meu modo de ser: escrever sobre minhas emoções sem nenhuma ética específica, coisa que os grandes escritores tem que primar. Os problemas já foram resolvidos, mas deixaram aqui suas pegadas, que o tempo, com certeza, apagará ou abrandará. Amigos queridos têm estado ao meu lado, ainda que muitos, virtualmente, a família, o Deus que eu creio, e a vida que não espera para tratarmos as nossas dores sejam elas quais forem. É bom também. Aprender é necessário, se vamos sofrer ou não, uma opção. Eu opto por não sofrer muito, mas confesso que sofro o suficiente para realinhar algumas posições em minha vida. Dar às pessoas o valor que, para mim, elas tem ou não. Durante a leitura do livro me deparei com situações hilárias, sérias, intensas e por isso, como faço sempre que leio, o livro está todo anotado, sublinhado e comentado. Percebi que muitas coisas ali escritas vieram de encontro ao que muitas vezes sinto, já senti e creio que uma grande maioria de pessoas sentem. Em tudo que foi lido, a enfase maior é a vida. Seus altos e baixos. Suas surpresas, nem sempre boas, mas sempre valorosas. Suas normalidade e excentricidades. Mas, viver é ainda o mais importante em tudo que ela destaca em seus escritos. Apesar de, temos que amar a vida, reverenciá-la, afinal é tudo que temos: a vida! E pra que mais? Grande companhia cada frase, cada observação, cada estória. Fechá-lo foi como acender mais uma luz e ao mesmo tempo deixá-la lá, dentro dele, não li direito. Por tudo isso e muito mais deixo aqui um parágrafo, entre tantos,que li e que me disse muito: "Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias" ( O que mais você quer?, é o título da crônica). Isso é vontade de viver. Alegria de viver. Aprender a viver. Obrigada, Martha, valeu tudo o que foi escrito, sabido, aprendido. Realmente somos todas doidas e santas, depende da ocasião, mas o mais importante é realmente GOSTAR DE VIVER!

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